Mas foi hoje de manhã. Não foi na praia, mas foi no ginásio, na passadeira. Corri, corri, corri. Não expiei tudo o que queria expiar, mas corri. E soube-me tão bem.
domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
E depois
É nestas alturas que gostava de morar sozinha para poder sair de casa sem dar satisfações a ninguém sobre o que vou fazer ou com quem o vou fazer. Porque hoje só me apetece sair, sozinha, e ir fazer alguma coisa. Ir à praia, ir correr, suar, e expiar o que não interessa. Ou sair, sozinha, ir a um sítio qualquer, ouvir uma boa música, fazer uma coisa qualquer. E expiar o que não interessa.
Expiar-me.
Expiar-me.
Às vezes
Eu gostava de ser verdadeiramente insensível. De não ser apenas uma coisa que digo que sou, mas sê-lo realmente.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Supresas na minha vida
Então não é que a minha Tese, cujo processo de desenvolvimento (ou as minhas reacções a esse processo) pode ser visitado no arquivo deste humilde blogue entre Setembro de 2011 e Julho de 2012 e que culminou aqui, já teve 400 consultas e 1922 downloads? E dessas consultas, 153, por exemplo, vieram dos EUA que, assim, foi o segundo país que mais a consultou a dita. Porque os EUA são sempre os EUA e vale sempre a pena frisar os dados dos EUA, só para dar credibilidade à coisa.
Não sei, ah ah! Eu nunca vi a minha Tese como sendo um trabalho extraordinário... Será que estes valores significam que afinal a coisa até nem estava má de todo?
Ah! Ah! Ah!
Não sei, ah ah! Eu nunca vi a minha Tese como sendo um trabalho extraordinário... Será que estes valores significam que afinal a coisa até nem estava má de todo?
Ah! Ah! Ah!
Surpresas na Tugolândia
Depois da pequena epopeia que foi fazer o Cartão do Cidadão, eis que ontem recebi a carta a dizer que o dito já estava disponível. O quê? Disseram que demorava cerca de 3 semanas e demorou só uma?! Olha que bom! Às vezes este pequeno país à beira-mar plantado surpreende-nos!
sábado, 10 de maio de 2014
Embuste
Ah e tal, está sol. Ah e tal, parece que sim, que a Primavera chegou mesmo, para valer, e que depos de meses e meses com chuva, o bom tempo chegou. Ah e tal, hoje não está tanto vento como tem estado. Ah e tal, o melhor é aproveitar.
Tretas, é o que é. Balelas. Então uma pessoa sai de casa, vai até à praia, estende a toalha e é atacada violentamente pelo vento. Se é que se pode chamar de vento. Vendaval é mais apropriado.
Sinto-me enganada e ultrajada.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
A sério, o ginásio é mesmo um sítio onde tudo acontece
E onde a lata das pessoas é enooorme. Talvez para não destoar do corpanzil de quem a possui. À lata. Lembram-se disto? Pois bem, hoje o senhor resolveu fazer-me uma do género.
Um dos exercícios do meu novo treino é "pliê no step / remadada alta com Kettlebell". O que basicamente significa que eu tenho que ter dois steps para pôr uma perna em cada um deles e depois "agachar-me", enquanto levanto o tal do kettlebell. Tinha um step ao pé de mim, muito bem, e fui buscar o outro a um outro sítio do ginásio. Porquê? Porque não vi lá ninguém. Porque estava, pareceu-me, arrumadinho. Mas não, parece que afinal não. Porque já estava eu no meu "pliê no step / remadada alta com Kettlebell" quando aparece o dito senhor a dizer-me "ah e tal, não vale gamar steps". OIIII?!?! Eu não gamei nada, amigo. Estava a utilizar? Não. Estava ao pé dele a descansar do exercício? Não. E nem sequer o estava a marcar. Nada. Então não gamei nada a ninguém, não me lixes.
Ora, para melhorar ainda mais a coisa, ao pé dele havia outro step. E foi buscá-lo para o pôr no sítio onde estava o que eu, alegadamente, "gamei". E eu, que não sou nada dessas coisas, ora essa, fiquei a vê-lo pelo espelho. E o que é que sucedeu? Será que o senhor começou a utilizar o step de forma entusiástica? Não. Ficou a fazer outro exercício qualquer, sem step, mas com o step ao pé de si. Arrumadinho.
Espectáculo, digo eu.
Cartão do Cidadão - Update #2
Como não me estava, de todo, a apetecer ir para o Cu de Judas (bem, não é realmente o Cu de Judas, mas para mim é longe e daria trabalho ir para lá) para fazer o Cartão do Cidadão, resolvi levantar-me mais cedo e ir tratar disso. Cheguei ao Registo às 8h00 e já tinha cerca de 30 pessoas à minha frente. Tirei uma senha e fiquei com o 21. Resolvi subir ao Registo Predial e fiquei com a senha 47 (acho que começava no 40 - era o sistema de senhas antigo). E finalmente tratei disso e às 10h30 tinha o assunto resolvido.
Não sei exactamente se 2 horas e meia é bom ou não. Mas pronto, está feito.
Mas e a chulice?! Pedido normal - 15€, 2 a 3 semanas de espera. Pedido urgente - 30€, 5 a 10 (?) dias de espera. Mais 15€ por um pedido urgente? Vão roubar para a China, amigos!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Tugolândia
O meu Cartão do Cidadão expira no dia 12 de Maio. Como ainda/só faltam 10 dias, achei que era uma boa altura para ir tratar do assunto. Apesar de não querer deixar para a última hora, optei por também não fazer mais cedo, achando que não valia a pena também começar a preocupar-me com isso - afinal, agora já é possível agendar o pedido do Cartão do Cidadão, "evitando filas" e, para além disso, já se passaram 5 anos desde que o Cartão do Cidadão foi instutuído e, como tal, achei eu, a confusão inicial já tinha passado e já tudo funcionaria muito melhor. Até porque tenho ouvido que sim, "ah, que foi tão rápido", "ah, que não demorei tempo nenhum, até fiquei espantado". Pois.
Quarta-feira: 1ª tentativa de agendamento do pedido
- Como apesar de ter crescido com a evolução da internet, continuo a preferir o telefone. Então, optei por ligar para lá e... Deram-me um tempo de espera superior a 15 minutos. Great. Mantive-me ao telefone e resolvi enviar um e-mail e... Responderam-me que devido à enorme afluência de pedidos de marcação realizados por e-mail, não conseguiam dar resposta a tudo, tendo-me dado o número de telefone para que ligasse. Acontece que eu já estava em espera. Resolvi mandá-los dar uma volta e pensei "bem, se calhar sexta de manhã acordo cedo e vou lá tratar de tudo à maneira antiga, sem marcações" - ingénua, estava crente que seria uma das que poderia dizer "ah, que foi tão rápido", "ah, que não demorei tempo nenhum, até fiquei espantada".
Pois.
Sexta-feira: 1ª tentativa de pedido presencial
- Chego ao local e logo percebi "hum, rápido não será". Bom, e nem rápido nem lento, não foi. Aquela hora, já não havia senhas para pedidos. Boa.
Então vim para casa para ver onde é que aqui na zona poderia eventualmente tratar disso. Ligo para o único sítio num raio de 20km, para tentar perceber se valeria a pena a viagem, o gasóleo gasto e o tempo e... não me atendem.
Entretanto, do telefone de casa, continuo em linha para a 2ª tentativa de agendamento de pedido. Há 27 minutos.
A sério? A sério? O pessoal inventa estas coisas espectaculares "ah e tal, agora temos este serviço de agendamento, é uma coisa fantástica, evita filas, é só marcar" e depois... Não atendem. Os serviços que fazem os pedidos não são assim tantos e esgotam as senhas em menos de nada. E estamos assim. Eu estou neste período "sabático" da minha vida, tenho tempo para hoje estar nisto... Mas não sei como será a próxima semana. E, claro, há aquelas pessoas que não se podem dar ao luxo de perder tanto tempo nisto. Porque não têm esse tempo.
Bah.
Update
Após meia hora de espera na 2ª tentativa de agendamento de pedido, atenderam o telefone e consegui agendar. O mais cedo que consegui: 16 de Maio às 16h30 e num sítio longe para caraças. Conseguia num sítio mais perto mas numa data posterior e sou capaz de precisar do Cartão válido antes. Crap.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Razbliuto
Encontrei uma palavra que poderá descrever aquilo que sinto (apesar de, bem, ainda não ter a certeza daquilo que sinto. Ou senti. Troll que eu sou).
Razbliuto (Russo) - o sentimento de afeição, ao mesmo tempo carinhoso e dolorido, que sentimos por uma pessoa que deixamos de amar.
Apesar da minha indefinição, é uma palavra bonita. E triste. Ou não. Não sei. Indefinição, uma vez mais. Mas gostei.
Daqui.
Razbliuto (Russo) - o sentimento de afeição, ao mesmo tempo carinhoso e dolorido, que sentimos por uma pessoa que deixamos de amar.
Apesar da minha indefinição, é uma palavra bonita. E triste. Ou não. Não sei. Indefinição, uma vez mais. Mas gostei.
Daqui.
domingo, 27 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Eu até me estava a sentir bem e tal...
Afinal, diz que os 20 são os novos teen, e ter 25 anos não faz de mim velha coisa nenhuma, muito pelo contrário, sou nova nova nova.
Mas depois uma pessoa vê isto e pensa FUCK.
Isto já tem 10 anos. Isto já é considerado um clássico dos filmes adolescentes. Eu era adolescente quando isto saiu. E eu fui ver isto ao cinema.
Bem, se calhar não estou assim tão nova como isso.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Este é o meu problema
Amar, gostar, tanto faz.
Não é fácil gostar de alguém. Mas quando gosto, gosto a sério, e é difícil esquecer que gostei. É difícil deixar de me importar, deixar de me preocupar. Talvez, também, por aquela máxima do "Principezinho": "Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas."
segunda-feira, 21 de abril de 2014
FUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!
De repente, esbarrei, sem querer, numa coisa deixada por ele antes de ele começar a ser idiota. Era uma parvoíce, claro, mas fez-me ter saudades de quando ele era parvo. Parvo daquela maneira. Bah.
domingo, 20 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Aldrin Justice *
Hoje no ginásio estive quase a aplicar isto.
Irrita-me quando as pessoas resolvem que giro giro é chegar ao ginásio, ir ter à passadeira (ou a outra máquina, mas hoje passou-se com uma passadeira) e reservá-la com a garrafa de água e/ou toalha e/ou telemóvel - sim, telemóvel. E hoje aconteceu isto. Estava eu muito bem na passadeira (que é como quem diz, a deitar os bofes pela boca), quando chega um homem e resolve reservar a passadeira ao meu lado com a toalha e o telemóvel que, só por acaso, era um iPhone 5S. Isto quando eu cheguei aos 25 minutos.
E nos 5 minutos que me faltavam para acabar o treino fiquei a pensar que já que o senhor achou giro reservar a passadeira, eu se calhar achava giro ficar com o iPhone - não estava ali ninguém e sempre ouvi dizer que achado não é roubado.
E eis que o senhor regressa quando eu cheguei aos 29 minutos. E pensam vocês "ah, mas então só reservou a passadeira por 4 minutos...". Pois, foi o que eu pensei. Mas pensei mal: ele foi buscar o telemóvel, deixou lá a toalha e foi dar mais uma voltinha. E só regressou no final do meu minuto de descanso.
É bonito, não é? Ocupar uma máquina por 6 minutos assim.
*Para quem não sabe o que é "Aldrin Justice", vou resumir a coisa: no How I Met Your Mother (do qual eu ainda estou a fazer luto - snif), quando a Lily achava que alguém tinha sido, vá, idiota, roubava algum pertecence dessa pessoa para "aplicar justiça". Adoro ser viciada :)
Imagem roubada daqui.
Imagem roubada daqui.
domingo, 13 de abril de 2014
E porque é que sou uma troll?
Sim, essa é uma pergunta que me faço muitas vezes: "porque sois tão troll, B. L.?" - e é óbvio que, feliz ou infelizmente, nunca obtenho resposta.
Depois da corrida de hoje voltei a perguntar-me isso. Porque depois da corrida achei que ia gostar de contar ao "idiota" este meu feito, porque em tempos que já lá vão, íamos correr juntos e a verdade é que o dito fartava-se de me incentivar.
Tive juízo na cabeça e não lhe disse nada, é certo, mas não pude deixar de me perguntar "porque sois tão troll, B. L.?! PORQUÊ?!".
Enfim. Ganha juízo :)
Sim, gosto de correr
Eu gosto de correr.
Ou melhor, gosto de fazer desporto e correr é um dos desportos que gosto de fazer.
Claro que isto para algumas pessoas é difícil compreender e oiço, frequentemente, coisas como "ahhhhh, como é que tu consegues?!" ou "és maluca!!!" ou outros que tais. Às vezes é um bocado chato, na verdade - se eu não chateio ninguém por não fazer desporto (desde que não se venham queixar que estão gordas que nem texugos ou moles que nem gelatina), não me chateiem por eu gostar de fazer desporto. Sim, às vezes (muitas vezes) também tenho preguiça. E às vezes também cedo à preguiça e fico alapada no sofá a racionalizar o facto de não ter, por exemplo, ido ao ginásio (que de todos os "desportos", é talvez aquele que eu menos gosto). Mas apesar disso, eu gosto de fazer desporto.
E eu gosto de fazer desporto por várias razões. E hoje vou falar sobre uma delas: a sensação de superação. Auto-superação.
Hoje não me apetecia ir ao ginásio. A tarde estava bonita e a verdade é que o ginásio ao fim-de-semana às vezes irrita-me um bocado. Então resolvi ir correr. Mas tendo em conta que estava cansada, o estado lastimável dos meus pés e que, nas últimas semanas, só tenho corrido na passadeira e tenho andado, basicamente, a morrer, achei que hoje ia correr uns 3km e depois fazia 2 a andar. E depois de ter feito 2km achei que se calhar nem aos 3 chegava. Mas depois... Depois resolvi abrandar e cheguei aos 3km a achar que se calhar ainda fazia mais 1. Depois dos 4 pensei que já agora, aguentava os 5. Depois dos 5 achei que podia fazer mais 3, para fazer os 8. E fiz os 8. E depois pensei "ah, já agora fazes mais 2 e completas 10km, que é sempre um número redondo e fica bem". E completei os 10km em 1:05:30. Sim, não foi um tempo genial ou extraordinário. Mas para mim, que só há relativamente pouco tempo é que comecei a correr distâncias longas e que ainda não as corro de forma muito rápida, foi óptimo - foi o meu segundo melhor tempo, a 14 segundos do meu melhor. Por isso é que estive quase a levantar os braços como se estivesse a cortar uma meta depois de ter completado os 10km. Era giro de se ver ;)
Percebem agora o que eu quero dizer com a superação? Acharmos que não somos capazes, estarmos com dores nos nossos calcanhares de Aquiles (que, no meu caso, é o meu querido joelho direito), mas tentar não desistir e não desistir mesmo. E cumprir mais do que aquilo que nos propomos inicialmente. E chegarmos ao final com um tempo que para nós é tão bom e pensarmos que valeu a pena, valeu muito a pena. E sentirmo-nos bem - porque depois de fazer desporto, sinto-me bem. Cansada, sim, mas bem, especialmente mentalmente.
E pensar que posso ser uma troll em muitos aspectos, mas pelo menos nalgumas coisas consigo superar-me.
YEAH! :)
sábado, 12 de abril de 2014
Das coisa que eu gostava de dizer
É mesmo como eu dizia a uma amiga minha. Eu gosto de arranjar problemas na minha vida e se não é do cão, é do gato. E agora que vi uma parte da minha vida mais resolvida, mais clara, arranjei isto.
Chiça que eu sou uma troll!
sábado, 22 de março de 2014
Wow, há quase 1 mês que não vinha cá
E que mês!
Acabou por ser um mês importantíssimo na minha vida. Porque foi durante este mês que resolvi mudar de vida. Foi neste mês que assumi que não estava feliz com a vida que levava, que não estava feliz com as escolhas que fiz, e que resolvi engolir o orgulho, esquecer os medos, e dar um passo atrás.
Foi neste mês que percebi que não faz mal não acertar nem à primeira, nem à segunda, e que devemos aproveitar aquilo que a vida nos dá.
Foi neste mês que percebi que nem tudo tem que ser um drama e que se a "vida te dá limões, faz limonada". Foi neste mês que percebi as vantagens de certas coisas na minha vida que, até agora, eu via como negativas.
Foi neste mês que resolvi mandar algumas das coisas que não me faziam feliz à merda. Porque se não nos fazem felizes, se não nos dão nada no presente e não nos vão dar nada no futuro, para quê insistir?
Foi neste mês que resolvi seguir realmente o meu coração, fazer aquilo que realmente me apeteceu.
Foi neste mês que tive o apoio daqueles que importavam. E foi neste mês que não houve ninguém a criticar-me pela decisão que tomei.
Foi neste mês que me voltei a sentir entuasiasmada. Com algum medo do futuro, sim, mas sobretudo entusiasmada com o futuro - a curto e a longo prazo.
Foi neste mês que, depois de alguns meses (anos?) perdida, me voltei a encontrar.
Sim, passei por uma "Quarter-life crisis" - mas foi essa "Quarter-life crisis" que me levou a tomar a decisão que a ia ultrapassar. Erik Erikson, you rock!
E agora? Agora, com 25 anos acabados de fazer, estou feliz.
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