sábado, 11 de julho de 2015

[Imagino como seria. Imagino como seria (re)encontrar-te pela primeira vez. Imagino que conversas teríamos. Imagino como agiríamos um com o outro. Imagino... E depois digo a mim mesma para parar de imaginar. Eu sou um paradoxo - uma pessoa extremamente realista (pessimista, dizem uns) mas, ainda assim, imaginativa. Paro e viajo - viajo daqui para o passado num abrir e fechar de olhos e reconstruo-o à minha maneira, à maneira que eu acho, agora, que deveria ter sido. E de repente, estou num futuro - um futuro que eu sei que não acontecerá mas, ainda assim, um futuro bom, que eu construo com o molde dos meus desejos. 

E depois vem a realidade: estou neste presente onde, por mais que eu faça, nunca origina o futuro que eu quero para mim. Onde, apesar da minha formação em Psicologia, não percebo os objectivos das pessoas; onde me sinto sempre a jogar um jogo de xadrez difícil. Agora que penso nisso, se calhar posso utilizar o xadrez como uma espécie de metáfora para a minha vida - não sei jogar xadrez, assim como não sei jogar o jogo da vida. E alguém tem que perder. E esse alguém serei eu.]

Olha que esperta

Ainda dorida da aula de 5ª feira, ontem fui nadar 45 minutos. Hoje, e a continuar dorida da aula de 5ª feira, fui correr de manhã 10km. 

E agora... Agora estou que nem posso.

Dores do corpo para esquecer outros "filmes"? Bom, nunca foi esse o objectivo, mas se calhar é isso mesmo. 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Ai, ui, auch

Hoje fui meter-me numa aula, no ginásio, que ando há séculos para experimentar mas que, devido ao horário, nunca deu jeito. É uma aula de HIT - High Intensity Training - e a ideia é trabalhar tudo o que há para ser trabalhado num curto espaço de tempo. E meus amigos... A verdade é que já há muito tempo que não ficava assim depois de um treino - fosse do que fosse. Que bom que era poder fazer isto sempre!! 

Masoquista, hein? Estar acabada e mesmo assim gostar da coisa e querer repetir, ah ah!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

É disto que tenho medo

Querer, desejar. Esperar. 
Perceber que se ficar um dia sem falar com ele, isso me vai fazer alguma falta. 
Imaginar. Imaginar como será quando (e se...) nos encontrarmos (porque ainda não nos encontrámos pessoalmente desde a última vez que nos vimos, há uns 8 anos. Noutra vida). 
Desejar esse encontro. 

Tenho medo disto tudo porque eu formei esta história (narrativa...) de mim própria, esta história (narrativa...), segundo a qual se eu me interesso por alguém, esse alguém não se vai interessar por mim. 

E é disto que eu tenho medo - e é isso que eu tenho evitado. Interessar-me a sério por alguém. Porque depois... Depois é uma chatice quando ele não se interessa. 

domingo, 5 de julho de 2015

Percebi aquilo que sempre soube

As questões não são importantes. Ou melhor... Provavelmente, nenhuma delas teria uma resposta importante. As coisas são como são e acabam porque acabam; não é preciso que haja uma razão escondida ou um outro significado. As coisas são como são e as pessoas são como são. 

Nesta altura apenas as perguntas eram importantes. Se há um ano talvez quisesse voltar a ter alguma coisa com ele, hoje em dia já não. Hoje em dia, e graças a ele e à sua capacidade para ser player, isso já estava mais que ultrapassado. Nesta altura, apenas existiam as questões. Porque eu tenho esta memória desgraçada que não me permitia esquecê-las. Não sei se alguma vez as vou esquecer, da mesma maneira que nunca esqueci outras coisas do passado e que, entretanto, se tornaram completamente irrelevantes. Mas é apenas isso. Questões cujas respostas já não interessam. 

Porque as pessoas são como são e as situações são como são. E o Mundo corre. 

sábado, 4 de julho de 2015

Ok

Face à minha cada vez maior incapacidade de partilhar a minha vida e os meus sentimentos com pessoas que conheço, mas tendo em conta que, por outro lado, preciso de exteriorizar o que estou a sentir, cá vai:

Eu estou a começar a interessar-me por um rapaz (homem? Temos exatamente a mesma idade - eu sou 1 dia mais velha que ele, na verdade, por isso, como é que o trato? Com 26 anos, o que é? Um homem ou um rapaz?). Eu acho que é isso que significa ficar feliz quando ele diz qualquer coisa ou ficar meio chateada quando ele não diz nada. Eu acho que é isso que significa adorar conversar com ele sobre livros e sobre séries, ainda que seja só por mensagem, e desejar fazê-lo. E não falar com ele sempre para ele não pensar que sou uma chata de uma colas que não o larga. E, e, e. Pareço uma adolescente parva. 

Mas... Há sempre um mas.

Neste caso, o mas são as perguntas do outro que ficaram por responder. Pergunto-me: queres voltar a ter alguma coisa com ele? E respondo: não. No máximo, despedir-me, pessoalmente, porque ele vai emigrar para a terra dos malucos. Mas mais do que isso, não.

Então pergunto-me outra vez: então qual é a importância que a resposta a essas perguntas tem? E eu consigo responder: nenhuma. Ou praticamente nenhuma. 

Mas o problema é que eu tenho esta memória estúpida. E a minha memória estúpida não me deixa esquecer coisas - mesmo que elas sejam, como estas perguntas, insignificantes. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Começar bem o dia

Acordar com o despertador, que toca às 9h, às 9h30, às 10h e às 10h30. Levantar-me às 10h15, olhar ao espelho e pensar "ena pá, se calhar fazias as sobrancelhas". Antes de ir tomar o pequeno-almoço, tirar o que estava a mais. Achar que não tinha demorado assim tanto tempo com isso. 

Ir tomar o pequeno-almoço. Chegar à cozinha, olhar para o relógio do forno e ver que são 10:55. Pensar que se calhar aquele relógio está mal, olhar para o da Sic Notícias e perceber que não, que a coisa está certa. Pensar "caraças, será que demorei tanto tempo a tirar meia dúzia de sobrancelhas? Já se foi metade da manhã!!!". 

Chegar ao quarto, olhar para o telemóvel e perceber que, afinal, o cabrão é que se tinha atrasado nas horas. O estúpido estava 40 minutos atrasado!

Fuck.

domingo, 28 de junho de 2015

Fim-de-semana

Sexta feira
3 atentados terroristas e um deles é no país para onde o parvo do idiota do estúpido vai. Quando soube que ele ia para lá, fiquei estranha precisamente por isso. Ele vai meter-se na boca do lobo e apesar de tudo, se lhe acontecer alguma coisa, não vou gostar. Não sou assim tão horrível. Fiquei apreensiva e preocupada. 

Sábado
Fazer um trabalho (o último!) e perceber, uma vez mais, a diferença entre fazer uma coisa que se gosta e fazer uma coisa porque tem que ser feita. Estive horas ao computador e sim, estava cansada e apetecia-me mais ir para a praia do que estar a fazer o trabalho; no entanto, parece que custou menos e estava a ficar satisfeita com a coisa. 

Domingo
Fazer a parte do Enquadramento Teórico do trabalho e a coisa não está a correr tão bem como ontem. Li os artigos / capítulos há algum tempo e não tenho nenhuma estrutura mental daquilo que vou escrever. Para ajudar, estou meio "nhee" a nível físico... Meio mal-disposta, meio enjoada... Não sei. É o calor. E o cansaço. 

Vidas.

Estou quase de férias. É só acabar isto. 


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Uma espécie de limbo

Estou a fazer um trabalho de Aconselhamento Vocacional que, resumindo, apresenta como um dos objetivos aumentar a Perspetiva de Futuro do cliente. Como não sou nada narcisista - nada -, e como estou ligeiramente cansada - só ligeiramente -, dei por mim a pensar em mim própria. Não em termos vocacionais, que por aí, agora (e pela primeira vez em muito tempo), está tudo mais ou menos alinhado (apesar do medo do Futuro... Perspetiva Ansiosa do Futuro, eu? Nada), mas em termos pessoais. 

Estou presa no Passado, naquilo que não foi, naquilo que não foi dito ou feito, nas perguntas que ficaram por responder e, também por isso, não consigo avançar para o Futuro (ou para um possível Futuro). Não sei o quão real, quão bom, quão realmente desejado poderia ser o Futuro; no entanto, também não me permito descobrir isso. Porque tenho medo da rejeição, sim; porque tenho receio do ridículo, também. Mas, também, porque estou presa a este pseudo-passado parvo, sem significado para ninguém a não ser para mim. 

Decido, muitas vezes, esquecer, lançar os cabelos para trás das costas e seguir em frente (que imagem poética). E consigo manter essa decisão por algum tempo. E "oriento-me" para o Futuro (ou para um possível / eventual futuro). Mantenho-me ocupada durante o dia, cabeça no monitor e dedos no teclado, e não penso no que não devo. Mas depois paro. Depois vejo sinais de vida. E voltam as questões. E volta o que ficou por dizer e fazer. And that... Sucks.  

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Qual é um dos maiores sustos que uma míope pode apanhar?

Uma míope deixa os óculos na mesa cabeceira durante a noite. A míope acorda por volta das 6 da manhã, sem necessidade, e ao virar-se para o outro lado - o lado da mesa de cabeceira - acaba, com a sensibilidade de um elefante numa loja de cristais, por atirar a mão ou qualquer coisa (a mão e a almofada? Eram 6 da manhã, a míope estava mais a dormir que acordada) para a mesa de cabeceira. De repente, só ouve alguma coisa a cair ao chão - os óculos. A míope acorda e pensa "foda-se, ficaste sem óculos, era o que faltava". A míope tenta acender a luz do candeeiro da mesa de cabeceira, mas estando sem óculos e estando às escuras, a coisa torna-se mais difícil. Eventualmente, lá consegue. Depois, tenta encontrar os óculos no chão. Mas só um míope é que sabe o quão frustrante é procurar os óculos sem... os óculos. Por fim, lá acaba por os encontrar, debaixo da cama, todos sujos mas... intactos. 

Sim, esse é um dos maiores sustos que um míope pode apanhar - ficar sem óculos., partir os óculos. Eu não uso lentes de contacto e apesar de ainda ter os meus óculos antigos, a graduação deles está mais do que desactualizada. Por isso, se partisse os óculos, e sendo possível não arranjar lentes no próprio dia, talvez ficasse tipo toupeira uns dois dias. Não é agradável. 

Mas, enfim, correu tudo bem. O que pode ser um bom indicador para a semana que se aproxima. Boa segunda feira, gente! 

domingo, 21 de junho de 2015

[Já não quero saber de ti. A sério que não. Não quero saber se vais para o fim do mundo, se te fazes a mil raparigas ao mesmo tempo. Não quero saber, não é novidade nenhuma. 

E claro  que, neste contexto, nos encontrámos na "aldeia" que é esta terra. 

Não quero saber de ti. Não quero. 

Não quero saber o que fazes, com quem fazes. É-me indiferente. E por me ser indiferente, cumprimento-te. Não fujo, não me engasgo. Cumprimento-te, como se cumprimenta uma pessoa que se conhecia. E tu cumprimentas-me da mesma forma. Parvo. 

Perguntas-me se vou contigo a uma das barracas que vendem coisas. Não quero saber, és-me indiferente, e a minha companhia é uma treta. Por isso, vou. 

Perguntas-me como é que eu estou. Estou bem, respondo. Esperas que diga mais alguma coisa e percebes que afinal eu tinha razão quando dizia que era um pequeno bicho do mato. Acabo por conceder e pergunto-te como estás. Estás bem, respondes. 

Ficámos em silêncio. Tinha tanto para te dizer, há um ano, tanto para te perguntar, e agora fiquei sem palavras. Porque não vale a pena. Porque já não quero saber. Ofereces-me uma caipirinha porque "é a tua bebida favorita". Parvo, lembras-te disso? Aceito e tu bebes a tua mini. 

Perguntas-me coisas, perguntas-me como vão os trabalhos, como correu o ano, como foi a readaptação à Faculdade. Perguntas-me como está a capirinha. Estão quase a acabar, finalmente; correu bem; foi fácil; está boa. Perguntas-me  porque estou tão calada. Penso que essa é uma pergunta idiota, caraças. Se começo a dizer tudo aquilo que tenho entalado, nunca mais me calo. E ias achar-me uma maluca. Encolho os ombros. Não tenho muito para dizer, acho, respondo. Ris-te - como não tens muito para dizer? Tu tens sempre que dizer alguma coisa. Nós conhecemo-nos porque tinhas que dizer alguma coisa, dizes. Não, isso era um dos meus lados. Estou em modo de "não tenho muito para dizer", respondo. Se digo tudo o que penso...

Se calhar não. Se calhar não me é tão indiferente. Se calhar, é isso mesmo. Se calhar deixar coisas por dizer faz mal às pessoas. Tenho tantas coisas para dizer, para perguntar. Mas ao dizer-tas, ao fazer-tas, ia dar-te mais importância que aquela que tu mereces. E não o quero fazer, não o vou fazer. 

Ficas à espera que eu diga alguma coisa e eu entretenho-me com a caiprinha. Está uma treta.

Magoaste-me, sabes? Magoaste-me porque fizeste por "entrar", fizeste-me achar que eu podia ser alguma coisa para ti. Eu deixei-te entrar um bocadinho e depois, não quiseste saber. Magoaste-me, foste parvo. E, durante muito tempo, apesar disso, eu deixar-te-ia entrar de novo. E isso faz-me sentir idiota. E estúpida. Porque eu nunca gostei realmente de ti, achava eu, e mesmo assim tinhas este poder sobre mim. Até que te deixei ir de vez. Faz o que quiseres, vai para o fim do mundo, faz-te a quem quiseres. Depois não te queixes de estar sozinho. Faz o que quiseres, com quem quiseres. Mas deixa-me. Não me faças sentir outra vez sem controlo - isso é o pior que me podem fazer, logo a mim, que sou uma control freak. Deixa-me, vai à tua vidinha, que eu fico por aqui a interessar-me por alguém com quem eu tenho alguma coisa a ver. Não entres na minha cabeça, impedindo-me de tentar as minhas hipóteses com essa pessoa. Deixa-me ir. Já não quero saber das perguntas, já não quero saber do que tenho para te dizer. Deixa-me ir. 

Tenho que me ir embora, digo. É chato, vieram comigo e agora desapareci. Obrigada pela caiprinha. Se não falarmos antes, boa viagem para a terra dos malucos. Tem cuidado.

Fui ter com a minha outra companhia de treta. Deixas-me ir. Deixa-me ir... 

Fartei-me e vim-me embora. Não dava mais. Quando cheguei à saída, estavas lá, à espera não sei muito bem do quê.

Estava à tua espera, dizes. Vais dizer-me o que tens a dizer ou vais deixar-me ir embora sem o dizer?
Sim, era esse o plano, respondo. Já não quero saber. Então leva-me a casa, pediste-me. A minha boleia quis ir embora mas eu quis ficar aqui, a ver se te encontrava. Vais deixar-me ir a pé para casa?]


terça-feira, 16 de junho de 2015

Eu sou estranha*

É difícil para mim interessar-me por alguém. Sim, posso achar graça ao rapaz do ginásio com o sorriso fofinho e que não aparenta ser um troll como a grande maioria dos seres masculinos que por lá pululam, posso dizer que este ou aquele são giros, mas interessar-me mais ou menos por alguém é difícil. Sou perita em arranjar dificuldades que acabam por dificultar um interesse. 

Nos últimos anos, e sendo solteira quase por definição, interessei-me "minimamente" por 2 pessoas: o parvo com quem tive aquela "amizade colorida" e que me fez confundir como nunca tinha ficado e um amigo de um amigo meu, de quem sempre tive medo de me interessar realmente. Resultado: começou a namorar com uma rapariga e são felizes e contentes. 

Por isso acho estranho, muito estranho, quando certas coisas acontecem. Como, por exemplo, reencontrar um rapaz que conheci quando tinha 15 anos passados estes anos, falar meia dúzia de vezes com ele e começar a a achar que me posso estar, eventualmente, a interessar por ele. O que é estranho. Como é que eu, que tenho dificuldade em interessar-me por alguém, me posso estar a interessar por uma pessoa com quem falei meia dúzia de vezes?

Entretanto, e porque um desastre nunca vem só, o parvo do antigo amigo colorido voltou a aparecer. Não por "culpa" dele, mas por coincidências da vida. E ele vai emigrar para um sítio estranho. E eu, que já não lhe ligava há imenso tempo, que já não queria saber, fiquei estranha com isso. Não por achar que ele devia cá ficar, mas por causa das coisas que ficaram por dizer (e fazer...). A verdade é que ele me fez bem na altura. Mas é parvo. Gosta de jogar. 

E eu sou estranha. Porque se é difícil interessar-me por alguém, e acabo por me interessar mais ou menos por uma pessoa que mal conheço e com quem falei meia dúzia de vezes. Porque é difícil interessar-me por alguém e, mesmo assim, estou agarrada (ainda que por uma linha muito fina) a um parvo. 

Enfim. A minha vida sentimental é um desastre. 




*A frase que mais digo

sábado, 13 de junho de 2015

Questão que me atormenta o espírito

Será obrigatório que uma noiva, ao preparar o casamento, se torne super super super egocêntrica? Não estou a dizer aquela coisa gira de ser uma "bridzilla", que quer tudo de determinada forma ou alguma coisa do género. 

Não.

Falo daquilo de agora praticamente só se falar do casamento. Está tudo quase tudo tratado (e vamos fingir que acreditamos que sim, que ainda não tinha pensado nisso, até porque não estava nada - nada - desesperada para ser "pedida" em casamento) e, mesmo assim, temos que falar de todos os preparativos. Vamos falar de vestidos, vamos falar de DJs, vamos falar de convites e croquis e ementas e como já há muito tempo que não se falava disso, vamos dizer, só para lançar novo mote, que não vai pôr os livrinhos na missa, vamos falar do CPM. 

God! 

Esta é a terceira amiga próxima (sim, eu falo mal de uma amiga próxima - sou um ser horrível) que casa. A primeira foi a noiva mais tranquila que conheci. Não estava SEMPRE a falar disso, falava quando lhe perguntávamos e havia espaço para outras coisas. A segunda foi mais bridzilla - mas tinha graça e também havia espaço para outras coisas. Agora esta terceira... GOD!!

Será que sou eu que sou má? Será que isto é uma coisa normal das mulheres - o quererem falar (e ouvir) muito do casamento - e eu é que não sou uma mulher (não, rapariga, miúda) "normal"? Será que me falta o gene fofinho? Ou só o gene da paciência?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Chegámos à altura

Do meu quarto em estado de guerra, com artigos e livros e cadernos e dossiers espalhados pelo chão, pela cama e pela secretária. 
Do neuroticismo elevado, em que guardo os milhares de trabalho a serem feitos no pc, na pen e no mail. 
E, uma coisa que é nova (porque em 5 anos de curso e 12 de escolaridade básica e secundária só o fiz no último mês do 5º ano, de entrega de Tese, Relatório de Estágio e de trabalhos, com um estágio profissional a iniciar-se dali a pouco tempo), de todo um planeamento para todos os dias das próximas 3 semanas. Claro que depois não vai ser possível cumprir (no de hoje já estou meia hora atrasada), porque há sempre imprevistos e trabalhos de grupo que atrasam e tal, mas pronto, a intenção foi boa. 

Ai que isto nunca mais acaba...

sábado, 6 de junho de 2015

Não sei se é cansaço, má disposição ou depressão.

Provavelmente, um bocadinho de tudo.
Estou farta. 
Eu sei que não me posso queixar, que não tenho nenhum problema verdadeiramente grave. Mas estou farta. Estou triste e desiludida com pessoas. Com as pessoas. Estou cansada. Apetece-me hibernar, desaparecer, e só voltar quando tudo isto passar. Ou nem voltar. 

Mas decidi: basta. São estúpidos comigo - sou estúpida convosco. Falam-me mal - falo-vos mal. Experimentem, testem-me os limites e acreditem que eu me torno cabra, muito cabra. Toda a gente diz que eu tenho mau feitio e que sou má; no entanto, toda a gente sabe que também não estou para me chatear. Mas isso está a acabar. Provoquem-me e respondo da mesma moeda. E eu acabo por ganhar - e aí talvez percebam que eu não sou tão otária como às vezes me faço parecer. 

Let the games begin.

domingo, 31 de maio de 2015

Epá...

Estive aqui a ver o meu relatório de estágio do meu primeiro 5º ano (que para o ano faço isso outra vez, ah ah), e só me ocorre "eu fartei-me de trabalhar nessa altura". O mais triste é que apesar de tudo aquilo que nos dizem... Não me valeu de muito. Acabei o curso e sim, comecei um estágio profissional na minha área onde também me fartei de trabalhar. Mas o estágio acabou e deram-me um pontapé no rabo. Estávamos em 2013, o país estava falido (vamos fingir que isto agora está um bocadinho melhor) e não havia condições. Claro. E depois... Depois, ninguém estava a contratar. E foi uma grande confusão.  

A merda é que me leva a pensar: não importa se trabalho muito ou pouco, se me dedico ou não. O futuro não depende de mim - ao contrário do que nos fazem crer. Há sempre sorte e azar e depois há pessoas, como eu, a quem o azar bate muito mais vezes à porta que a sorte. 

Posto isto, vou trabalhar. 

sábado, 30 de maio de 2015

E no entanto

Hoje, apesar de ter acordado mais tarde que aquilo que queria (ou talvez por causa disso), acordei bem-disposta. 

Programa de festas para hoje:
Trabalhar, claro, que há muita coisa para fazer;
Correr ao final da tarde - o objectivo é fazer pelo menos 10km;
Fazer qualquer coisa à noite e tentar ver o Pianista - diz que é para um trabalho. 


Sim, a minha vida não é particularmente interessante. Mas siga!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Há alturas que deviam desaparecer

E nem sabes por onde começar. 

É a mãe de uma amiga tua que pede para se encontrar contigo porque está preocupada com o novo namorado da filha, com quem a filha foi morar. Tu achas ridículo o telefonema, mas também achas todo aquele relacionamento estranho. Não queres julgar, nem sequer conheces o rapaz pessoalmente, mas não vais à bola com ele por diversas razões. E a tua amiga  tem sido idiota desde o início - e isso inclui também ser meio parva contigo. Acabas por concordar em ir tomar café com a senhora, porque afinal a conheces há muito tempo, mas irritas-te com o sentimento de duplicidade, irritas-te com o facto de ires perder o teu tempo, que anda tão apertado, com uma merda destas. 

São trabalhos de grupo em que as outras pessoas parece que não querem saber e és tu que tens que ser a chata que tem que andar atrás. Não gostas de ser chata, mas tens que ser, se queres que as coisas fiquem feitas. Ficas com a sensação que as pessoas ficam chateadas com isso e não gostas, porque, caraças, se ninguém faz, alguém tem que ter o papel de chata. 

São professores que estão mais interessados nas relações de amizade, em detrimento dos interesses e das necessidades dos alunos.

São colegas, com quem não tens assim tanta confiança, que acham que têm o direito de te pedir trabalhos de grupo antigos para verem como é que fizeste, sem pensarem que isso é parvo. 

É teres imensos trabalhos para fazer / acabar e não saberes exactamente como os vais fazer.

És acordares 20 minutos antes do despertador tocar, voltares a adormecer e não o ouvires tocar.

É saíres já tarde da aula, vires a correr para casa porque tens que almoçar e ainda queres trabalhar antes de ires ter com a mãe da tua amiga. É apanhares trânsito porque aconteceu alguma coisa, mudares de caminho e acabares por te enganar.

É acabares por almoçar tarde e acabares por não conseguir fazer nada de jeito entre o almoço e o ires ter com a mãe da tua amiga. 

É perceberes a mãe da tua amiga - por mais parvo que continues a achar que ela tenha pedido para falar contigo. 

E, claro, é continuares irritada, zangada, triste, magoada, parva, com o facto de aquele idiota te ter "desamigado". É irritares-te por nem sequer conseguires perceber completamente porque ficaste zangada.  É teres, por seres naba, ligado-lhe sem querer pelo Whatsapp e apesar de teres desligado logo a chamada, se calhar ele tê-la recebido porque quando acordaste, mais tarde do que seria suposto, tinhas uma notificação do Whatsapp de chamada não atendida - dele. 

Se calhar, isoladamente, nada disto teria importância. Mas tudo junto... Foda-se para o mundo. 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Olha que bem

Tens 19 anos, conheces um rapaz e ficam amigos. O rapaz interessa-se por ti, tu percebes e desconfias que também te interessas por ele. Mas és parva, e ele também, e não acontece nada. Afastam-se por coisas da vida que nada têm a ver convosco. Reencontram-se passados uns anos, aos 24, de um amigo em comum (casamento em que ele está com a namorada e onde tu conheces o rapaz - ou homem, já nem sei -, que te mexe com a cabeça de uma maneira que não estavas habituada) e nunca mais se viram durante 1 ano. Passado esse ano, com 25, por acaso voltam a falar. E entram em modo memory lane, entram em modo "eu estive interessado em ti" e "eu percebi. eu também". Entram em modo confidências e, logo depois, arrependes-te. Porque, logo depois, percebes que se calhar ele já não é a pessoa que tu conheceste com 19 anos. Continuas a acreditar que ele é boa pessoa, mas percebes que tem ali um lado cabrãozinho. Não acontece nada, apesar de todas as áreas cinzentas que pensaste, e dizes-lhe que apesar de continuares a achar que ele não é má pessoa, não gostaste da atitude dele, daquilo que ele fez. 

Ele desaparece. 

Ele faz anos hoje e pensaste, para fazeres as "pazes", em enviares-lhe uma mensagem. 

E percebes que ele te desamigou do Facebook - pelos vistos, há pouco tempo, uma vez que te lembras de ver actividade dele. 

E ficas completamente fodida.